As 24h de Le Mans de 1955 tinha tudo para ser uma das melhores edições até então - diversas montadoras como Porsche, Ferrari e Maserati estavam no grid, mas o destaque era a rivalidade entre Mercedes e Jaguar.

Infelizmente, poucas horas após a largada, um terrível acidente envolvendo o Austin-Healey de Lance Macklin e a Mercedes de Pierre Lavegh matou 84 pessoas, expondo o quão ineficiente eram as medidas de segurança nas competições de automobilismo da época.

O curta de Quentin Baillieux conta a história através da perspectiva de John Fitch, piloto do mesmo carro de Lavegh e Alfred Neubauer, chefe da equipe alemã na corrida. Vencedor do St. Louis Film Festival e elegível ao Oscar 2020, o filme de apenas 15 minutos surpreende pelo tom sério e pelo estilo de arte incrível e minimalista.

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O acidente ocorreu quando o piloto da Jaguar Mike Hawthorne fez uma manobra para entrar nos boxes (que na época não eram divididos por barreiras como hoje), forçando Macklin que vinha logo atrás a desviar, "fechando" Lavegh, que não teve tempo de reagir.

O francês atingiu a traseira do Austin-Healey, que devido ao seu formato, funcionou como uma rampa, lançando a Mercedes na direção dos espectadores. O combustível explodiu, e foi como se uma bola de fogo tivesse sido arremessada.

A carroceria da Mercedes possuía magnésio na sua composição, que entrou em ignição devido ao calor. O fogo produzido pelo magnésio é conhecido como fogo branco, e não pode ser apagado com água. As equipes de bombeiros não sabiam dessa informação, e quando jogaram água para controlar as chamas, fizeram com que fogo aumentasse e avançasse contra as vítimas.

Após a tragédia, a Mercedes não só se retirou da corrida, mas de todas as competições por 43 anos. Chocado com os acontecimentos, Fitch passou a dedicar esforços para melhorar a segurança nas corridas, abrindo uma empresa para desenvolver melhorias, a Impact Attenuation Inc.

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