O melhor francês de sempre?

Fabio Quartararo venceu o Grande Prémio da Andaluzia, segunda prova do MotoGP, depois de ter conquistado a pole position

Fabio Quartararo venceu o Grande Prémio da Andaluzia, segunda prova do MotoGP. Depois de ter conquistado a pole position, o francês não deu hipóteses a ninguém e liderou ‘de fio a pavio’. Um fim de semana marcado pela não participação de Marc Márquez na corrida, o espanhol já efetuou 129 fins de semana, sendo esta primeira corrida que falha. Interessante, é que Márquez já caiu 122 vezes…

Mas, na corrida, a atenção dos portugueses estava em Miguel Oliveira. O piloto português conseguiu chegar à Q1, conseguindo partir da segunda fila da grelha de partida, o melhor resultado de um português no MotoGP. Mas, na primeira curva, um toque com Brad Binder, da KTM oficial, colocou Oliveira de fora da corrida. Mas para a frente é caminho e acho que vamos ter mais resultados excelentes do “Falcão de Almada”.

Na frente, Quartararo não arrancou tão bem, mas rapidamente viu-se na frente e, como Márquez ou Lorenzo em tempos anteriores, dominou a seu belo prazer. Atrás de si, Valentino Rossi saltava para a segunda posição, com Maverick Vinales em terceiro, seguida das Pramac Racing Ducati de Jack Miller e Bagnaia.

Quanto às Ducati, estas continuaram com problemas neste circuito, tendo passado a maioria do tempo a lutar pela décima posição, com Danilo Petrucci a não conseguir terminar a corrida e Andrea Dovizioso a conseguir um sexto lugar. Já a Pramac estava bem encaminhada, mas uma queda de Miller e problemas para Bagnaia não deixaram os jovens brilhar. Apesar disto, a marca italiana continua a inovar, com o dispositivo de “holeshot” a ser dos melhores da grelha, permitindo aos seus pilotos ajustar as suspensões, a Desmodici muitas vezes parece que tem a suspensão traseira “colapsada”, mas isto é normal e assim a moto consegue ter menos arrasto, colocando mais velocidade de ponta. Brno pode ser o ‘virar’ da sorte italiana, pois é uma pista com retas maiores.

Depois de uma batalha intensa, Maverick Vinales conseguiu levar a melhor sobre Valentino Rossi, num pódio que foi 100% Yamaha, com Quartararo a tornar-se o francês mais bem sucedido na classe do MotoGP.

Quanto à Yamaha, a coisa não parece muito boa. Ora, a alocação de motores, normalmente de sete por época, foi este ano reduzida para cinco, em vista do número de corridas também menor. Em Jerez, as Yamaha já utilizaram quatro motores cada, com Vinales a já ter usado cinco. Em duas corridas, ter utilizado tantas alocações de motor não abona a favor da marca japonesa.

Na Honda, Marc Márquz não correu, deixando a honra ao seu irmão, que terminou na oitava posição, mas beneficiou das quedas dos outros. Cal Crutchlow, depois da cirurgia, terminou na 13º posição, após muitas dificuldades no calor abrasador de Jerez. Nakagami colocou-se num excelente quarto lugar, mas nenhum consegue resolver as lacunas da moto japonesa. Depois de estarem de fora, na minha opinião, do campeonato de construtores, o campeonato de pilotos fica mais difícil para Marc Márquez, mas o problema da Yamaha também pode vir a ‘apimentar’ as coisas.

David Pacheco

Foto De Capa: SRT Petronas

Artigo corrigido por Rita Asseiceiro

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