Já fazem sete anos desde que a Tesla lançou seu Model S. De lá pra cá, os elétricos ganharam ainda mais popularidade, e montadoras maiores apresentaram seus modelos sem o motor à combustão, como BMW, Volkswagen e Porsche.

Se você tem um smartphone, já deve ter percebido que com o passar do tempo, o dispositivo já não consegue guardar energia como quando era novo, resultando em um menor tempo de uso entre carregamentos. Com os carros elétricos, isso não é diferente - as baterias também são do tipo lítio-íon, e também perdem capacidade com o uso. Uma vez que isso acontece, o que fazer com as elas?

250 mil baterias descartadas que podem entrar em ignição

Em 2017, mais de um milhão de carros elétricos foram vendidos no mundo, e de acordo com um estudo publicado na revista Nature, isso pode resultar em 250 mil toneladas de baterias descartadas que podem passar por uma reação química involuntária que pode resultar na sua ignição ou até mesmo explosão.

O estudo explica que devido ao alto valor monetário e de produção investido nas baterias, elas deveriam passar por um sistema de hierarquia de descarte, melhorando o seu ciclo de vida. Muitas baterias descartadas ainda possuem capacidade de carga, podendo ser utilizadas para outras finalidades, como energizar linhas de produção e até lojas de conveniência.

Fonte: Nature

Fonte: Nature

Além da reutilização, existe a opção de reciclagem das baterias. Para produzir uma tonelada de lítio, são utilizados 250 toneladas do mineral espodumena, ou 750 toneladas de minerais salinos, e o refinamento desses minerais causa impactos ambientais enormes - no Salar do Atacama no Chile, um dos maiores produtores de lítio no mundo, 65% da agua na região é utilizada para a produção de lítio, fazendo com que agricultores tenham que importar agua de outras regiões.

a quantidade de água usada é tão grande que ela está em falta para agricultores

Por outro lado, usando baterias descartadas, 28 toneladas de baterias são necessárias para a produção de uma tonelada do elemento. O problema é que as baterias atuais não são projetadas com a desmontagem em mente, tornando o processo difícil, lento e perigoso. São necessários técnicos muito bem treinados e ferramentas específicas para o trabalho.

Uma solução seria a robotização da desmontagem, acelerando o processo o tornando-o mais seguro. Contudo, não existe uma padronização na montagem de baterias, dificultando o trabalho das máquinas.

O que o futuro nos reserva

Ainda que a indústria de veículos elétricos tenha vários desafios, ao que tudo indica ela só se tornara cada vez mais popular. Em relação às baterias, as montadoras estão depositando suas fichas nas baterias de estado sólido. Esse tipo de tecnologia não é novidade, mas ainda não é possível produzir uma bateria desse tipo que consiga armazenar tanta energia quanto as de lítio-íon.

Uma vez que isso se torne possível, é muito provável que elas sejam a norma entre veículos elétricos, pois não fazem uso de líquidos como as de lítio, sendo mais seguras; tempo de carga menor; e por fim, conseguem ser mais compactas.

Qual a sua opinião sobre a eletrificação dos carros?

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