Atualmente, esportivos são equipados com câmbios de dupla embreagem que fazem trocas em milésimos de segundo, extraindo o máximo de performance do conjunto mecânico do carro.

Porém, antes dos DCTs e sequenciais serem introduzidos, havia apenas a opção de câmbios manuais no padrão H, e a velocidade das trocas dependia da habilidade do piloto. A maioria dos carros tinham cinco marchas, e a primeira só era utilizada em velocidades muito baixas, como quando o carro está alinhando no grid de largada.

Procurando diminuir o tempo das trocas, carros de corrida e esportivos utilizavam então as transmissões dogleg, onde a ré ficava no lugar da 1ª, a 2ª no lugar da 3ª e assim por diante. Nesse tipo de padrão, era muito mais fácil e rápido trocar entre 2ª e 3ª marcha, facilitando a vida do piloto.

Padrao de transmissão dogleg

Padrao de transmissão dogleg

Claro, isso acabava dificultando as trocas entre 4ª e 5ª, mas como as curvas de 2ª marcha são as de frenagens mais fortes (e geralmente pontos de ultrapassagem), valia a pena fazer com que o movimento de reduzida fosse mais fácil.

Agora, de onde veio esse nome? Bom, a resposta requer um pouco de uso de criatividade: o movimento entre 1ª e 2ª "lembra" o formato das dobras de patas traseiras de cachorros. De fato, o o formato lembra mesmo as patas, mas é difícil acreditar que a primeira coisa que veio à cabeça das pessoas na época ao olharem pra transmissão foram os animais.

"Dogleg"

"Dogleg"

Ao longo da história, vários carros foram equipados com transmissões dogleg, desde Ferraris como a Testarossa (capa deste artigo), esportivos alemães como o BMW E30 M3 e Mercedes 190E 2.3 Cosworth, e mais recentemente o Aston Martin Vantage AMR.

New Love food? Try foodtribe.

Join in

Loading...
Comments (3)
    Loading...
    Loading...
Loading...
Loading...
Loading...
3
Loading...